SUA SAÚDE
Estou grávida e quero tingir meu cabelo. É possível?
É bom ficar atenta agora que seu bebê está a caminho. Qualquer tratamento químico para cabelos pode deflagrar reações alérgicas nas futuras mamães, mesmo as que não tiveram problemas antes.
A explicação é simples: na gravidez, o corpo feminino se transforma ao sabor dos hormônios e até mesmo o velho batom de guerra, de uma hora para outra, pode causar uma reação esquisita. A pele da mulher fica mais hidratada e, por essa razão, absorve com mais intensidade algumas substâncias, aumentando as chances de irritação. Por isso, o couro cabeludo pode apresentar coceira e vermelhidão depois de uma tintura.
As vias aéreas também não estão livres de ameaças. A tintura, por ser volátil, pode ser inalada e deflagrar alergias nas vias respiratórias. Isso ocorre nos produtos com amônia, iodo e peróxido de hidrogênio. As escovas definitivas que levam formol também provocam fortes reações, por isso são terminantemente proibidas por alguns especialistas durante a gravidez.
O fato é que nenhum estudo comprovou ainda o efeito das tinturas na saúde do bebê. Há especialista que liberam o uso de xampus tonalizantes e tinturas naturais após o terceiro mês de gravidez, recomendando sempre que o produto não atinja o couro cabeludo.
Atualmente, as modernas colorações já aboliram os temidos metais pesados de sua composição. Substâncias como chumbo, alumínio e cobre, que poderiam, supostamente, levar a distúrbios neurológicos graves e a má-formação do sistema nervoso central, já não fazem mais parte de suas fórmulas.
Mas como é sempre melhor prevenir do que remediar, com todas essas divergências, a saída mais ponderada é conversar com o seu obstetra sobre o assunto e avaliar os prós e os contras tanto para a mãe como para o bebê, antes de ir ao cabeleireiro.
Lílian Souza - Hair Stylist (São Paulo)





