SUA SAÚDE
Crise convulsiva e febre podem
ser um problema mental?
Na história da humanidade assistimos a relatos de pessoas que não conseguiam ter um relacionamento adequado com sua família, amigos, círculos sociais e escolas por apresentarem comportamentos peculiares.
Na infância é comum presenciarmos crianças que expressam comportamentos que causam constrangimento para os seus pais e para pessoas que convivem com elas. Birras, nervosismo, dificuldade para seguir regras e disciplina social, agressividade, podem ser sinais de problemas mentais mais sérios e que devem ser melhor analisados.
Ainda há situações que não valorizam grande risco de doença neuropsiquiátrica, como: atraso de fala, autoagressividade, dificuldade de socialização, comportamentos repetitivos, interesses restritos e sem significado, dificuldade em brincar com outras crianças e isolamento frequente.
A detecção precoce desses problemas comportamentais é necessária e deve ser feita na infância. A intervenção precoce alivia e até previne consequências maiores a médio e longo prazos.
Doenças psiquiátricas costumam se revelar com mais frequência na adolescência e na fase adulta. Transtornos como autismo, deficiência mental, TDAH, transtorno bipolar, esquizofrenia, depressão, transtorno obssessivo-compulsivo e ansiedade podem ser identificados na infância. E podem vir com sinais neurológicos e desenvolvimentais (comorbidades) que servem como alerta para o diagnóstico (atraso de fala e linguagem, crises convulsivas, problemas escolares, atraso motor, desatenção, hipotonia, problemas de percepção sensorial e simbólica e enurese noturna primária) .
Uma criança que teve atraso de fala, crise convulsiva com febre e é muito agitada pode sugerir quadro de TDAH. Outro dado importante é a presença de história na família de doenças psiquiátricas, já que muitas delas têm forte componente hereditário.
O tratamento inclui medicações, psicoterapia e suporte fonoaudiológico e psicopedagógico em alguns casos.
Clay Brites - neuropediatra (Arapongas)





