Há algum tempo tenho observado que estou ''perdendo'' xixi sem querer. Como posso resolver?




A perda involuntária de urina é um grande aborrecimento. Mas quem sofre com a incontinência urinária não precisa achar que isso faz parte da vida ou que sempre aparece com a idade.

Há tratamentos para solucionar o problema, que nem sempre precisa ser cirúrgico e podem ser feitos com fisioterapia para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico. Muitas vezes, é a fraqueza desse músculo que faz com que a pessoa tenha a incontinência urinária.

Para ter certeza do diagnóstico, é importante passar por uma avaliação médica para fazer o estudo urodinâmico. A incontinência urinária pode ser de dois tipos: de esforço e de urgência. No primeiro caso, a pessoa acaba fazendo xixi paralelamente a um esforço, como corrida, riso, tosse ou levantamento de algum peso. Já a segunda ocorre pelo desencadeamento inesperado de um reflexo miccional e o esfíncter não consegue resistir.

Um exemplo é quando se ouve barulho de água e se sente uma vontade incontrolável de fazer xixi mesmo que a bexiga ainda não esteja cheia. Um terceiro tipo de incontinência mistura essas duas características e por isso é denominada incontinência urinária mista.

O trabalho da fisioterapia ajuda a combater esse problema. Dentre as possibilidades estão a eletroestimulação, biofeedback, cinesioterapia, cones vaginais e massagem perineal. O trabalho não é só curativo, mas pode atuar também na prevenção da incontinência, fortalecendo a musculatura do períneo.

Larissa Gregório, fisioterapeuta


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