SUA SAÚDE
Qual a diferença entre a visão oriental e ocidental no que diz respeito à alimentação?
Para os orientais, cada alimento traz uma energia específica e necessária para o organismo trabalhar, funcionar e equilibrar-se conforme o que o corpo necessita naquele momento, de acordo com seu biótipo, necessidades fisiológicas, bioquímicas, como também suas relações com o clima e com a natureza.
Os ocidentais focam as necessidades nutricionais do organismo como também os nutrientes e a composição química dos alimentos, porém as relações do indivíduo com o seu meio não estão sob o foco principal na elaboração de uma dieta.
Ambas avaliam o estado nutricional e emocional dos pacientes, mas nem sempre de uma maneira similar, cada uma com suas características e considerações. No que diz respeito aos estudos ocidentais e em relação à Medicina Tradicional Chinesa, muito tem sido acrescentado ao ocidente com a nutrição funcional. Anteriormente a ela o estado emocional e psíquico do paciente não tinha a mesma importância que o estado fisiológico e energético do organismo, o que difere da medicina oriental que desde o seu principio dava a devida importância para estes.
No Oriente eles lidam com alimento de maneira preventiva e terapêutica. Já é de sua cultura conhecer os alimentos e saber para que servem. A maneira como o alimento se apresenta, seu sabor, odor, cor, energia, forma de preparo. Tudo é considerado visando o equilibrio energético do organismo.
O importante é a conscientização de que um alimento não é somente para saciar o organismo e satisfazer os prazeres do paladar. Os alimentos têm o poder de prevenir e curar doenças quando devidamente orientados, e podem interferir diretamente na saúde, melhorando o humor e disposição .
Gisele Guarino Centenaro - nutricionista e acupunturista (Londrina)
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