O ovo é um vilão para a saúde?




Antigamente, o consumo de ovo era considerado prejudicial à saúde. Como é um alimento de origem animal, era considerado o ícone do excesso de gordura, colesterol e calorias das dietas, e com isso poderia ser maléfico para a saúde do coração.

Entretanto, estudos atuais indicam que o consumo de ovo não está relacionado ao risco de doenças cardiovasculares, como era dito antigamente. Pesquisadores observaram que não há diferenças no risco relativo de doenças cardiovasculares entre indivíduos que consomem menos de um ovo por semana e indivíduos que consomem mais de um ovo por dia.

O ovo é uma excelente fonte de importantes nutrientes, como proteínas, vitaminas B2, E, B6,A, ácido fólico, colina, vitaminas K, D e B12, minerais (zinco, cálcio, selênio, fósforo e ferro) e fitoquímicos (luteína e zeaxantina), que contribuem para a saúde dos olhos. A colina contribui para a melhora de humor e transtornos pisicológicos.

Devido ao seu perfil nutricional, o ovo deve fazer parte da alimentação da maioria dos indivíduos, com exceção daqueles que apresentam alguma intolerância específica ou alergia individual.

É importante considerar o modo de preparo dos ovos, já que uma grande parcela da população consome o ovo frito. O processo de fritura utiliza óleos vegetais que ao serem aquecidos sofrem alterações em seus componentes, tornando-se fontes de gorduras saturadas, extremamente prejudiciais à saúde, com consequente surgimento de diversas doenças crônicas não transmissíveis (arteriosclerose, resistência à insulina, diabetes, hiperlipidemia, infarto do miocárdio e derrames).

Os ovos podem ser utilizados cozidos, mexidos, à pochê, na forma de omeletes, ao forno e incorporados em diversas receitas culinárias (que não sejam fritas). Com isso beneficiam a saúde e a qualidade de vida.

Kelly Franco - nutricionista (Londrina)

[email protected]

Perguntas para as colunas podem ser feitas pelo (43) 3374-2184,
das 8h às12h, de segunda a sexta-feira

mockup