Como o câncer de cólon pode ser evitado?




Ter mais de 50 anos já torna os indivíduos mais predispostos ao câncer de cólon. A partir desta idade, portanto, preconiza-se o exame preventivo, sendo o mais simples deles a retossigmoideoscopia, precedida pelo toque retal, que pode identificar os tumores da parte mais baixa, o reto e o sigmóide. Esta investigação pode ser complementada pela colonoscopia, que avalia o órgão em toda a sua extensão. Pode ser útil a pesquisa de sangue oculto nas fezes, mas deve-se lembrar que sua negatividade não afasta a possibilidade de câncer.

Pessoas cujos familiares diretos já tiveram câncer, ou mesmo pólipos benignos, a presença de retocolite ulcerativa, Doença de Crohn ou cânceres - mesmo já curados - em outros órgãos, têm risco aumentado; portanto, devem ficar mais vigilantes e iniciar a investigação antes da quinta década.

O câncer de cólon pode ser assintomático, silencioso, e só se manifestar quando estiver em estágio avançado, o que reduz as chances de cura; nestas situações podem ocorrer: sangramento (nunca se deve pensar ''são só hemorróidas''), alternância de diarréia e intestino mais preso), vontade frequente de evacuar - com sensação de evacuações incompletas, emagrecimento, falta de apetite, sensação de gases ou distensão abdominal.

Hoje, muitos têm postura preventiva no que diz respeito ao câncer de mama, útero ou próstata, mas o intestino também pode ser sede de lesões benignas que podem se malignizar - os chamados pólipos. Esta é uma grande vantagem da colonoscopia: estas lesões podem ser retiradas durante o exame, evitando-se a cirurgia aberta.

Existem atitudes individuais que podem evitar o aparecimento do câncer intestinal: redução da ingestão de gorduras, reforço no consumo de fibras - frutas, verduras e legumes -, evitar álcool e fumo, além de manter hábitos saudáveis, inclusive exercício físico, pois estudos recentes evidenciam que a obesidade pode ser fator de risco para o desenvolvimento dos cânceres.

Um importante lembrete: uma colonoscopia normal aos 50 anos permite que a pessoa fique tranquila quanto ao aparecimento destas lesões por um período de 5 a 10 anos, conforme estudos científicos.

Roberto Menolli - médico gastroenterologista

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