Por que a comida de hoje não é a mesma de antigamente?


A maioria das pessoas presume que o corpo está recebendo o que necessita dos alimentos que ingere diariamente e se esquece que durante os últimos 50 anos o setor da agricultura e do processamento de alimentos mudou drasticamente, e para pior.
As refeições prontas e a comida rápida podem ser demasiadamente processadas, anulando muitos dos benefícios dos alimentos e criando o estabelecimento de deficiências micronutricionais. Os produtos frescos, cada dia mais raros, são sujeitos, com frequência, a aditivos químicos para fazê-los crescer mais rapidamente, resistir às pestes e sobreviver aos longos períodos de armazenamento.
Até o solo, onde crescem os frutos e os vegetais, pode ser grandemente desprovidos de nutrientes devido aos métodos agrícolas modernos. Por exemplo, os brócolis produzidos hoje não têm o mesmo valor nutricional do vegetal usado pelos nossos avós. O ambiente sofreu profundas transformações nesses anos. O homem moderno teve que se adaptar a um novo padrão alimentar, sem garantias de nutrição adequada e sem que seu organismo estivesse preparado para isso.
O indivíduo moderno está sujeito a um stress físico e mental, que se intensifica continuamente, além de estar rodeado de poluentes ambientais. O corpo tem que trabalhar mais para se manter com fontes de combustível de baixa qualidade nutricional. O preço do progresso é alto considerando-se a saúde.
Pesquisas recentes em publicações científicas dão conselhos em nutrição investigando e compreendendo intimamente as necessidades do corpo. Eles recomendam que se complemente o regime alimentar diário com suplementos de vitaminas e minerais de alta qualidade e de largo espectro.

Maximo Asinelli - médico nutrólogo (Curitiba)

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