Como avaliar os riscos e benefícios de cirurgias de joelho?


O tratamento de problemas de joelho teve um avanço linear nos últimos anos, graças às pesquisas e estudos desenvolvidos, permitindo maior eficácia no diagnóstico, no tratamento, na reabilitação e no retorno precoce ao trabalho ou aos esportes, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes.
A medicina dispõe de diversos meios para que este resultado seja o melhor possível, tanto com tratamento clínico como cirúrgico, com critérios específicos para cada paciente.
As cirurgias consistem em intervir na estrutura anatômica do joelho, restabelecendo, modificando ou substituindo estruturas lesadas, e ela é apenas uma parte de todo um programa terapêutico e não exatamente o oposto de um tratamento clínico.
Na condição de paciente, receber a orientação de um tratamento cirúrgico é causa de apreensões e dúvidas, mas seguramente seu médico está indicando este meio como a melhor solução para seu caso.
Sob a ótica do médico são avaliados os vários aspectos envolvidos em uma cirurgia de joelho, tais como a patologia em si, o estado geral do paciente, idade, sexo, tipo de cirurgia, materiais e implantes a serem utilizados, tempo de internação, de imobilização, de afastamento de suas atividades etc.
É importante que o paciente, seus familiares e os que o cercam estejam conscientes e participem ativamente do processo terapêutico, contribuindo para a sua recuperação.
Conhecer estes passos e ter um diálogo franco com a equipe médica é fundamental para que o paciente se sinta seguro e contribua responsavelmente, encarando o procedimento cirúrgico como um investimento benéfico em busca de autonomia, liberdade de movimentos e uma vida saudável.

Áureo Shizuto Cinagawa, médico ortopedista (Londrina)

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