A tireóide é uma pequena glândula localizada na parte da frente do pescoço, logo abaixo do pomo de Adão. Ela tem a forma que lembra uma borboleta, com uma asa em cada lado do pescoço, sobre a traquéia - essa estrutura mais rígida que sentimos descer bem no meio do pescoço e leva e traz o ar que respiramos aos pulmões.
A tireóide normal mede aproximadamente 4 cm de altura por 8 cm de largura e somente 0,5 cm de espessura, o que resulta num órgão de peso médio entre 10 e 20 gramas somente e que dificilmente pode ser identificada visualmente numa pessoa normal.
Nosso corpo funciona através de inúmeras reações químicas, que no conjunto são chamadas de metabolismo. A principal função dos hormônios tireoideanos é a regulação do metabolismo, determinando a taxa com que funcionamos. Com isso, o excesso de hormônios tireoideanos nos deixam funcionando aceleradamente, o que pode levar a sintomas como palpitações, tremores, insônia, agitação psicomotora, irritabilidade e perda de peso, entre muitos outros.
Ao contrário, a falta de hormônios tireoideanos pode deixar nosso organismo funcionando a taxas mais lentas, preguiçosamente, o que poderia refletir como dificuldades com o raciocínio e memória, sensação de cansaço e baixa energia, humor mais deprimido, constipação intestinal, pele seca, queda de cabelos, inchaço e ganho de alguns quilos.
A indicação do tipo de tratamento das alterações de função da tireóide depende do tipo de doença apresentada pela pessoa, de outras condições médicas e tratamentos já em andamento naquele paciente, da gravidade do quadro, entre outros. As opções variam desde a simples tomada de comprimidos até o tratamento cirúrgico, passando pela irradiação da tireóide. A melhor opção para cada caso deve ser avaliada pelo médico especialista.
Guilherme Marquezine, endocrinologista e metabologista

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