SUA SAÚDE
O paciente acima nos mostra suas medidas, que confirmam a necessidade de atenção para o problema da obesidade. Usando estes valores, chegamos à conclusão de que seu Índice de Massa Corpórea (IMC), calculado pela divisão do peso em quilos pela altura em metros, elevada ao quadrado, é de 29,6.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), isso o coloca na categoria de sobrepeso, porém a poucas gramas da classificação de obesidade, definida pelo IMC maior do que 30. Além disso, o leitor informa outro dado fundamental: sua cintura mede 115 centímetros de circunferência. Este excesso, provavelmente, reflete um grande acúmulo de gordura na parte alta do tronco, isto é, dentro da cavidade abdominal, entre as vísceras. Daí a denominação de obesidade abdominal ou visceral.
Esta classificação é bastante utilizada pelos médicos e profissionais da área, pois este tipo de obesidade é a que mais se associa a outras doenças potencialmente perigosas, como a hipertensão arterial, alterações do colesterol e triglicérides e o aparecimento do diabetes tipo 2. No entanto, as principais complicações que advém destes fatores de risco são as doenças cardiovasculares e a aterosclerose.
A boa notícia é que a perda de peso mantida, promovida pela implementação de programas de reeducação alimentar e atividade física regular, pode ser suficiente para grande melhora da maioria dessas alterações metabólicas, embora, muitas vezes, medicações possam ser necessárias para alcançar os valores normais.
Portanto, é fundamental que se busque corrigir a rotina para aproveitar os benefícios de uma vida com mais saúde. Suas chances de sucesso aumentam ainda mais se este processo for acompanhado de perto por uma equipe profissional especializada, formada por um endocrinologista, nutricionistas, psicólogos, professores de educação física, entre outros.
Guilherme Marquezine, endocrinologista





