Sua saúde
Tive descolamento de retina e gostaria de saber se
preciso fazer cirurgia. Corro risco de perder a visão?
Sim, o leitor(a) precisa fazer cirurgia. A retina está localizada no fundo do olho, na parte posterior do globo ocular e sobre uma camada vascular, a coróide. É a parte do olho mais importante, pois transforma o estímulo luminoso em estímulo nervoso, que é levado ao cérebro pelo nervo óptico.
O descolamento de retina é uma doença provocada pela separação da retina de sua posição original. Existem vários tipos de descolamento de retina, o mais comum é o regmatogênico, que quer dizer descolamento de retina provocado por uma ruptura retiniana. Neste tipo de doença, o líquido da cavidade vítrea penetra no espaço sub-retiniano. Como boa parte da nutrição da retina vem da coróide, a retina fica sem suprimento e começa a sofrer. Por isso, quanto mais precoce for realizada a cirurgia, melhor.
Os sintomas iniciais do descolamento de retina são:
1 manchas no campo visual; 2 fotopsias: são os famosos relâmpagos promovido pela tração na retina; 3 perda da visão, que, de maneira geral, é aguda.
Quando a retina ainda não estiver descolada, mas estiver com uma ruptura, o tratamento mais simples é a realização do laser na lesão retiniana. O laser é realizado no consultório médico e normalmente com o paciente sentado, tendo alto índice de sucesso. Daí a importância de procurar o oftalmologista quando começarem a aparecer manchas nos campos de visão e fotopsias.
Vários fatores são importantes na recuperação visual, entre eles o tipo de descolamento de retina, a idade do paciente e a ocorrência da principal complicação, que é a proliferação vítreo-retiniana (um processo de cicatrização exagerada similar ao quelóide da pele), que impede muitas vezes o sucesso cirúrgico.
A cirurgia de retina oferece diferentes técnicas para cada tipo de descolamento, dependendo do caso. Embora este procedimento tenha evoluído muito, nem sempre se consegue o resultado desejado, sendo necessárias, algumas vezes, repetidas cirurgias.
É importante lembrar de que quanto antes se procurar um especialista ao perceber os sintomas, maiores são as chances da recuperação visual.
Marcelo Casella, oftalmologista





