SUA SAÚDE
A obesidade pode contribuir para o aparecimento de suor excessivo?
O processo de formação de suor, ou sudorese, é um dos mecanismos que o organismo humano possui para regular a temperatura. Tanto a transpiração, invisível, como o suor são meios de eliminar o calor excessivo e ainda refrescar a pele, ajudando a manter a temperatura estável mesmo em ambientes adversos.
Entretanto, eventualmente pode ocorrer algum distúrbio no controle deste mecanismo e, então, teremos o suor excessivo, ou hiperidrose, que pode ser generalizada ou localizada, e acomete cerca de 1% da população. Algumas doenças e condições, como o hipertireoidismo, a acromegalia, a menopausa e a obesidade estão associadas à hiperidrose e devem ser avaliadas e tratadas na presença de sudorese excessiva.
Os sintomas podem aparecer em qualquer idade e pode haver histórico familiar, mas é comum o paciente relatar fatores desencadeantes, dos quais os principais são o aumento da temperatura ambiente, atividade física, estresse emocional, febre e ingestão de alimentos condimentados. Em alguns casos, a hiperidrose pode ser importante, trazendo desconforto e constrangimentos, atrapalhando o convívio social do paciente e, nesses casos, o tratamento se faz necessário.
As possibilidades terapêuticas são múltiplas e vão desde medidas gerais, como a perda de peso, cosméticas - uso de talcos, desodorantes e sabonetes especiais, especialmente nos casos mais leves, chegando até a cirurgia, que visa a solução definitiva do problema.
Para áreas localizadas, recentemente se iniciou o uso de toxina botulínica (botox), que mostrou bons resultados, apesar do alto custo e da necessidade de reaplicação a cada seis meses, aproximadamente. Como se vê, cada paciente pode se beneficiar de um tipo de tratamento, e os respectivos pontos positivos e negativos de cada um devem ser discutidos com um especialista.
Guilherme F. Marquezine, endocrinologista





