O consumo de vitaminas e de sulfato ferroso não tem efeito sobre o ganho de peso. Entretanto, a suplementação de vitaminas e minerais deve ser criteriosa e é recomendada somente depois de diagnosticada a carência, ou em situações de risco, pois o excesso de micronutrientes pode trazer prejuízo à saúde.
O sulfato ferroso é prescrito no tratamento da anemia e, de forma preventiva, para crianças desnutridas com parasitoses e gestantes com insuficiência de ingestão alimentar.
O consumo exagerado e prolongado deve ser evitado, já que o excesso de ferro no organismo aumenta o risco e a gravidade das doenças isquêmicas cardiovasculares, do acidente vascular cerebral, das neoplasias malignas, das infecções e artrites, além de acelerar o envelhecimento devido à formação de radicais livres.
Quanto às vitaminas, convém ressaltar que as lipossolúveis (A, D, E, K) são armazenadas no organismo e seu excesso pode apresentar toxicidade. A hipervitaminose A pode causar náuseas, vômitos, queda do cabelo, ressecamento e escamação da pele, fadiga, sonolência, cefaléia e anorexia. A intoxicação pela vitamina A pode se desenvolver nas crianças em poucas semanas e nos adultos após alguns meses de doses diárias excessivas.
Entre os primeiros sintomas de intoxicação com vitamina D estão a perda do apetite, náuseas e vômitos, a sede intensa, o aumento da emissão de urina, fraqueza, nervosismo e hipertensão arterial. Doses elevadas de vitamina E e K têm poucos efeitos adversos em adultos.
Para a prevenção de carências vitamínicas ou minerais, recomenda-se o consumo de frutas, hortaliças e cereais integrais como componentes de uma alimentação equilibrada. A ingestão excessiva de micronutrientes provenientes dos alimentos raramente chega à toxicidade. Os suplementos nutricionais só devem ser consumidos após prescrição por profissional habilitado.
Cristina S. C. Tomasetti, nutricionista e professora

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