SUA SAÚDE
A rinite crônica tem cura?
Rinite é inflamação da mucosa de revestimento nasal, se manifesta por espirros, coriza, coceira e congestão nasal. As rinites agudas são as de curta duração, como uma infecção por vírus, causando os sintomas do resfriado comum. As rinites crônicas são aquelas persistentes ou recorrentes.
Apesar de não se tratar de doença grave, as rinites podem ter grande impacto na qualidade de vida, como as crises de espirros ou coriza constante. Talvez o quadro mais preocupante seja o da respiração bucal por obstrução nasal crônica. Alterações faciais, de arcada dentária e até problemas de coluna podem ser causados pela respiração bucal.
Há vários tipos de rinite, com tratamentos e evoluções diferentes. Por exemplo, gotas nasais descongestionantes são muito utilizadas pelo rápido alívio que trazem. Quando usadas com frequência, o próprio medicamento causa um tipo de rinite, a medicamentosa, e o paciente não consegue mais parar de usá-las. Alguns medicamentos usados no tratamento da hipertensão arterial também podem causar rinites. Nesses casos, o afastamento do medicamento leva à cura.
Outra condição comum é a rinossinusite crônica, trata-se de processo infeccioso crônico. A secreção nasal costuma ser amarelada, espessa. Alergias, obstrução de vias aéreas por aumento de adenóides, desvio de septo, fatores imunológicos podem ser os responsáveis. A cura pode ocorrer após uma cirurgia de retirada de adenóides.
As rinites alérgicas são frequentemente causadas por poeira doméstica, animais e fungos do ar. Os testes alérgicos ajudam o indivíduo a conhecer a sua sensibilidade e tentar evitar os incômodos. Quando os cuidados não são suficientes, o tratamento com vacinas pode ajudar, diminuindo a intensidade do processo alérgico.
Outra rinite comum é a idiopática ou vasomotora. Odores fortes, fumaça de cigarro, alterações de temperatura, resfriamento corporal desencadeiam os sintomas. Não há testes para este tipo.
Em muitos casos não existe um tratamento curativo para rinites, mas na maioria das vezes os sintomas podem ser amenizados por meio de tratamentos medicamentosos e, às vezes, cirúrgicos.
Heloisa S. Delfino, médica especialista em alergia





