Quais são os cuidados que os ''profissionais da voz'' devem ter?

A voz revela diferentes aspectos do indivíduo: saúde, estado psíquico e emocional, deixando transparecer, até mesmo, o lado cultural da pessoa. A voz é o nosso meio de comunicação mais vivo e imediato. Podemos ''tocar'' uma pessoa a distância com a nossa voz. Esse ''toque'' pode ser suave e delicado, pode ser firme e seguro. E pode mesmo ser áspero e agressivo.

Problemas de voz afetam a vida pessoal, social e, sobretudo, a profissional. A saúde vocal preventiva, de aperfeiçoamento ou reabilitação, faz parte de vários programas de capacitação de profissionais de rádio, vídeo e TV e também de telefone (operadores de telemarketing), políticos, professores, entre outros.

Devido à natureza do trabalho, a categoria dos professores é uma das classes que mais alterações vocais apresenta, principalmente nódulos vocais, de origem funcional, por mau uso ou abuso da voz. O professor leciona, muitas vezes, em condições desfavoráveis como classes numerosas, ambientes ruidosos, falta de material de apoio.

Aqui vão algumas dicas que todo professor, palestrante ou profissional da voz pode seguir:

- beber bastante água (em temperatura ambiente) enquanto estiver falando; beba no mínimo oito copos ao dia;

- manter uma alimentação equilibrada, mastigando bem cada alimento;

- ao sentir necessidade de tossir ou pigarrear forte, tente evitar isso bebendo
água ou deglutindo algumas vezes;

- aproveitar a hora do banho para fazer alguns exercícios, movimentando os ombros e o pescoço sob a água morna;

- ficar atento aos ruídos da sala tais como os de ventilador, retroprojetor, ou mesmo dos alunos. Procurar não competir com o ruído externo e usar microfone;

- falar seguidamente durante muito tempo pode levar à fadiga muscular;

- prestar atenção na forma como apaga a lousa, evitando movimentos bruscos, e na limpeza do apagador, principalmente para os alérgicos;

- enquanto estiver falando, manter a postura do corpo ereta, no eixo, porém relaxada, principalmente a cabeça.


Lembre-se de que essas dicas são preventivas. Caso apresente rouquidão, soprosidade ou perda de voz durante mais de duas semanas, procure um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo para uma avaliação.

Karina J. O. Souza, fonoaudióloga

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