SUA SAÚDE
Tomar sol é mais prejudicial na infância?
Apesar de todos os efeitos benéficos conhecidos, como a síntese de vitamina D, que é importante para o fortalecimento ósseo e a pigmentação (o famoso bronzeado), há os efeitos negativos resultantes da exposição solar excessiva. Os efeitos imediatos da exposição ao sol são queimaduras solares, espessamento cutâneo, alterações imunológicas e miliária solar (brotoeja). Já a exposição crônica ao sol contribui não só para o risco de desenvolvimento de câncer de pele como também para o envelhecimento precoce.
Apesar dos efeitos crônicos não serem comumente observados na infância, a fotoproteção deve ter início já nesta faixa etária, pois esta tem sido a medida mais eficaz na prevenção dos efeitos danosos da radiação solar. Sabemos que a exposição solar das crianças é três vezes maior do que a de um adulto e que 80% da exposição solar total da vida de uma pessoa ocorre antes dos 20 anos.
As exposições solares intermitentes e intensas, que ocorrem quando vamos à praia, são fatores de risco para carcinogênese, além do fato das queimaduras com bolhas na infância duplicarem o risco de melanoma. O uso frequente de protetores solares nos primeiros 20 anos de vida pode diminuir a incidência de câncer de pele em 78%.
A pele humana tem vários mecanismos de defesa contra as radiações solares, porém eles são insuficientes e os seres humanos devem se proteger por meio de meios físicos ou físico-químicos (protetores solares). As medidas protetoras em ordem decrescente de eficácia são: evitar a exposição ultravioleta, permanecendo em ambientes fechados; evitar a exposição nos horários em que a radiação está mais intensa (entre 10 e 16 horas), utilizar roupas protetoras, acessórios e filtros solares. Com essas medidas simples todos os benefícios do sol podem ser aproveitados sem medo.
Gina B. Schiavon, pediatra





