Exercícios de fisioterapia ajudam pacientes com incontinência urinária?

Incontinência urinária, segundo definição da International Continence Society (ICS), é uma condição na qual a perda involuntária de urina constitui um problema social ou de higiene e pode ser objetivamente demonstrada. De fato, o determinante absoluto é a noção de constrangimento social.
A incontinência urinária pode ser distinguida em função da sintomatologia, porém o ideal é que seja realizado um estudo urodinâmico para que as chances de erro no diagnóstico sejam reduzidas e o sucesso do tratamento garantido.
A Incontinência Urinária de Esforço é aquela que ocorre sempre paralelamente ao esforço (corrida, caminhada, riso, tosse, levantamento de carga etc.), e nunca independente dele. Já a Incontinência Urinária de Urgência é caracterizada pelo desencadeamento inesperado de um reflexo miccional. Se o esfíncter conseguir resistir, não haverá incontinência, mas poliúria, ou seja, uma vontade grande de ir ao banheiro E a Incontinência Urinária Mista é a combinação das duas formas anteriores - esforço e urgência.
A fisioterapia pode atuar nos três tipos de incontinência descritos. A avaliação funcional do assoalho pélvico (AFA) é de fundamental importância para determinação de quais recursos serão utilizados no tratamento de cada paciente. Usualmente, costuma-se indicar o tratamento fisioterapêutico a pacientes com AFA superior a 1. Porém, deve-se levar em consideração que muitas vezes o AFA baixo é em função do desconhecimento dessa musculatura de assoalho pélvico.
Entre os recursos utilizados pela fisioterapia estão a eletroestimulação, biofeedback, cinesioterapia, cones vaginais e massagem perineal. É importante ressaltar que o trabalho da fisioterapia não é apenas no âmbito curativo, mas também no profilático, ou seja, preventivo. Mesmo nos casos em que se faz necessária uma intervenção cirúrgica, é de grande importância o trabalho de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, garantindo, assim, o sucesso da cirurgia a longo prazo.

Caroline Machado, fisioterapeuta

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