SUA SAÚDE
Como a fisioterapia e a fonoaudiologia podem ajudar no tratamento de problemas na mandíbula?
A fisioterapia, com base nos conceitos das cadeias musculares como o RPG, a terapia crânio-sacra e outras técnicas fisioterápicas, e também técnicas específicas de fonoaudiologia, pode ser usada para tratar as disfunções temporomandibulares (DTMs).
Essas disfunções são capazes de causar síndromes dolorosas orofaciais, cefaléia, dores em fundo de olho, zumbido e dores nos ouvidos, vertigens, estalos e crepitações da articulação temporomandibular (ATM), dores em cervical e ombro, sensação de pigarro na garganta e até perda da voz e rouquidão.
Muitas vezes de difícil diagnóstico, as DTMs podem ter origem na postura inadequada, em próteses mal-adaptadas, na oclusão incorreta (relação incorreta dos dentes das arcadas superior e inferior) e no ranger e pressionar os dentes.
Em todos esses casos, os músculos e as ATMs ficam sobrecarregados. No caso de problemas de postura, por exemplo, como escoliose e hiperlodose, é o mau posicionamento da cabeça que sobrecarrega a região.
É necessário para o tratamento uma visão global do paciente, colocando todo o sistema músculo-esquelético em equilíbrio e tratando a região temporomandibular e, mais especificamente, o sistema mastigatório como parte do conjunto das cadeias musculares do corpo. Com técnicas manuais, descomprime-se as ATMs e alonga-se os músculos da mandíbula, reduzindo sua rigidez ou seu encurtamento.
A fisioterapia e a fonoaudiologia podem ser usadas ainda quando o tratamento odontológico exige um grande grau de abertura da boca, como na extração do dento do siso, por exemplo.
Vanessa Horevicht (fisioterapeuta) e Karina Souza (fonoaudióloga)





