A formação de cálculo na vesícula é muito comum. Cerca de 5% da população tem ou terá ''pedras'' na vesícula em algum momento da vida. Grande parte destas pessoas permanecerá assintomática pelo resto da vida e alguns nem sequer irão descobrir a presença de cálculos. Não existe dúvida. Um paciente que tenha cálculo na vesícula de forma sintomática deve ser operado. No entanto, existem controvérsias em relação à indicação da cirurgia em pacientes sem sintomas ou com poucos sintomas.
A princípio, indico a cirurgia por ser um procedimento simples e capaz de evitar complicações, que podem ser potencialmente graves como uma pancreatite ou uma infecção das vias biliares.
Diabéticos devem ser operados devido ao risco maior de infecção. Também há estudos indicando que a presença da pedra aumenta o risco de câncer de vesícula.
Deve-se, entretanto, colocar na balança o risco e o benefício de uma operação para pacientes com comprometimento do estado clínico (idosos, cardiopatas etc).
Cálculos maiores (mais de 1cm) têm mais risco de causar infecções na vesícula e cálculos menores (menores que 0,5cm) podem migrar para o ''canal da bile'' e causar uma pancreatite.
Na cirurgia por videolaparoscopia, a grande vantagem é que o paciente pode voltar para casa um dia depois da operação e retornar às suas atividades normais em uma semana.

Alberto Toshio Oba, gastroenterologista

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