Vitiligo tem cura?

Vitiligo é uma doença crônica, caracterizada pelo aparecimento de manchas brancas, devida à perda do pigmento natural que dá cor à pele, a melanina. A causa permanece desconhecida, embora existam várias teorias. A mais aceita é a de que o organismo produziria anticorpos contra seus próprios melanócitos, as células que produzem a melanina. Com a destruição destas células pelas próprias defesas do organismo, a pele perde a capacidade de produzir o pigmento ficando, portanto, sem sua cor natural.
Em alguns casos o aparecimento das manchas pode estar associado a traumatismos e ferimentos na pele, como queimaduras e cirurgias. Outro fator que pode atuar como ''gatilho'' para o aparecimento da doença em determinados pacientes é o estresse emocional.
A quantidade e o tamanho das manchas variam bastante entre os indivíduos. Em algumas pessoas elas são localizadas em uma parte do corpo, em outros pode afetar uma região maior, como um braço ou perna e, em alguns casos, as manchas se espalham por várias partes do corpo, de forma simétrica.
Da mesma forma, o comportamento da doença é muito variável. Há casos de poucas manchas que ficam estáveis por vários anos, enquanto em outros o aparecimento de novas lesões espalhadas pelo corpo ocorre rapidamente.
Por essas razões, o tratamento deve ser adequado a cada pessoa. Em alguns pacientes a cura pode ser completa. Mas o mais comum é a doença se apresentar de forma crônica, durando vários anos, sendo possível apenas um controle.
Existem vários tipos de tratamento disponíveis, no entanto as respostas são variáveis. Por isso, é impossível afirmar que exista um medicamento ou método que seja eficaz em todos os casos.
Assim, o melhor caminho para o portador de vitiligo é procurar um dermatologista de sua confiança e seguir o tratamento de forma correta. A persistência é um ponto fundamental para a obtenção dos resultados. Os medicamentos utilizados no tratamento do vitiligo necessitam de um período de pelo menos seis meses para que seu efeito seja observado. Nos casos onde os fatores emocionais estão claramente envolvidos é recomendável o acompanhamento de um psicólogo.

Airton S. Gon, dermatologista

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