Sua Saúde
A síndrome do pânico tem cura?
Antes de falarmos sobre o tratamento do pânico é importante entender o que é esse transtorno. O transtorno do pânico é descrito como um período de extremo desconforto, com medo muito intenso, como se algo muito ruim fosse acontecer. São crises de ansiedade aguda e intensa. O pico destas crises se desenvolve rapidamente e demoram cerca de dez minutos para atingir o ápice.
Os sintomas mais comuns são: palpitações, sudoreses, tremores, sensação de falta de ar, tontura, sentimento de não ser ele mesmo, medo de enlouquecer, medo de morrer, calafrios ou ondas de calor, entre outros.
As causas do transtorno pânico são uma associação, até onde se sabe, de fatores genéticos e experiências da primeira infância que levam à fragilidade psíquica e à ansiedade de separação, conforme explica o Dorgival Caetano no seu livro ''Conhecer e Enfrentar o Pânico.''
As pessoas que sofrem deste transtorno descrevem-se como sendo tensas, com preocupações excessivas, querem ter controle das situações, têm expectativas altas, são confiáveis, competentes e se cobram muito.
O diagnóstico do transtorno demora às vezes para acontecer porque os pacientes procuram os médicos com sintomas físicos (de origem emocional), mas não relatam os problemas emocionais que estão enfrentando, dificultando a sua identificação.
Quando aparecerem os sintomas do pânico é extremamente necessária a avaliação do médico psiquiatra. Havendo necessidade de medicamento, os mais utilizados são os antidepressivos e os ansiolíticos. Os sintomas são controláveis, mas as crises são recorrentes (elas voltam).
O acompanhamento psicológico é importante porque outros problemas podem aparecer após as crises, como ansiedade antecipatória, isto é, o medo de nova crises, a limitação das atividades diárias. O psicólogo pode ajudar principalmente na compreensão dos sentimentos e no retorno a sua rotina de vida saudável.
Elsie Pereira da Silva, psicóloga





