Sua Saúde
Minha mãe sente muita dor na coluna. Ela já tomou vários medicamentos, inclusive morfina, mas nada resolve. Não existe uma maneira de amenizar o problema?
S.M., 33 anos, vigilante
A lombalgia, mais conhecida como dor nas costas, é um problema extremamente comum que afeta mais pessoas do que qualquer outra afecção, à exceção do resfriado comum. Entre 65% e 80% da população mundial desenvolve dores nas costas em alguma etapa de suas vidas, mas a maioria dos episódios não é incapacitante. Mais da metade de todos os pacientes com dores nas costas melhora após uma semana de tratamento; entre 7% e 10% continuam apresentando sintomas por mais de 6 meses.
Geralmente o paciente aponta dores em região baixa das costas, podendo ter irradiação para nádegas e membros inferiores (neste caso com problema de nervo ciático associado) com dificuldade principalmente em flexionar as costas.
Há muitas causas diferentes para o desenvolvimento da dor nas costas que podem ser: uso excessivo das estruturas dorsais (resultando em entorses e distensões); consequência da deformidade da estrutura anatômica normal ou de trauma; ou devido a alguma doença sistêmica.
Ela pode ser influenciada por má qualidade crônica do sono, fadiga, falta de exercícios e fatores psicossociais, bem como esforços repetitivos, excesso de peso, pequenos traumas, erro postural, posição não ergonômica no trabalho, osteoartrose da coluna, bico de papagaio e osteoporose. Com o passar do tempo, as articulações da coluna vão se desgastando, podendo levar à degeneração dos discos intervertebrais-hérnia de disco.
Fatores que levam ao início da dor, bem como a natureza e a duração da dor, devem ser identificados pelo médico por meio de avaliação clínica e exames complementares.
O tratamento mais aceito hoje em dia consiste em repouso limitado, medicação para a dor e programas de fisioterapia e exercícios. Neste caso específico, seria importante acompanhamento de ortopedista e, dependendo do diagnóstico, fisioterapia para melhora da dor e volta à atividade da vida diária.
Antonia Maria Silva Blanco, fisioterapeuta





