Tenho pressão alta e ouço sempre falar que sedentarismo não é bom. Mas, poderia explicar o que efetivamente é o sedentarismo?
A.J.S., 34 anos, vigilante

Sedentária é aquela pessoa que não faz nenhum tipo de atividade física nas suas horas vagas ou de trabalho. A inatividade é reconhecidamente um dos importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
Esse estilo de vida, tabagismo, hipertensão arterial e colesterol aumentado compõem os fatores de risco, que podem ser modificados para um conjunto de doenças consideradas como o principal problema de saúde dos tempos atuais.
Sedentarismo é um fator importante no desenvolvimento de doenças, como o diabetes, hipertensão, doença coronariana e osteoporose. Inversamente, a atividade física reduz o risco destas doenças e é um fator muito importante no tratamento das mesmas.
Esses benefícios ocorrem também entre os indivíduos inicialmente sedentários ou incapacitados que se tornaram mais ativos em qualquer idade. As pessoas que deixam de ser sedentárias melhoram o estado de humor, aliviam os sintomas de depressão e ansiedade e melhoram a qualidade de vida.
Empresas que adotaram programas de atividade física no local de trabalho para seus funcionários mostraram uma redução na ausência ao trabalho e nos custos médicos, aumento na produção e melhoria em seus lucros.
A associação de atividade física e saúde não necessita de horas e horas de exercícios intensos. Pequenas sessões de 30 minutos por dia, na maior parte dos dias da semana, desenvolvidas continuamente ou mesmo em períodos cumulativos de 10 a 15 minutos, em intensidade moderada, podem representar o tempo para nós adquirirmos o ''passaporte para a saúde.''
Para marcar este gol, atividades físicas no seu dia-a-dia como subidas e descidas de escadas, passeios com o cachorro, jardinagem, lavagem de carros, caminhadas em ritmo ligeiro, danças, pedalar ou nadar, são suficientes. Portanto não fique parado, faça exercícios, mas antes passe por avaliação com um cardiologista para certificar-se que tudo está bem.

Manoel Canesin, cardiologista do Hospital do Coração de Londrina

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