Sua Saúde
Geralmente quando alguém passa mal em casa a primeira reação dos familiares é de desespero. Qual é o procedimento ideal a ser adotado no caso de um parente com ataque cardíaco?
O primeiro aspecto que devemos esclarecer: o que é ataque cardíaco? Ataque cardíaco pode acontecer sob duas formas, uma como dor na região do peito ou sinais equivalentes e outra como parada cardiorespiratória. Cada uma dessas apresentações deve ser abordada diferentemente.
A dor do ataque cardíaco acontece na maior parte das vezes como sendo um aperto no peito, sem localização exata em um ponto específico, é forte, pode irradiar-se para braço esquerdo e pescoço, podendo vir associada a suor frio e enjôo.
A conduta no momento que começa a dor é colocar a pessoa sentada ou deitada em repouso e confortável e aguardar 15 minutos para ver se a dor cessa. Caso a dor não passe, chamar pelo sistema de emergência avançado ou encaminhar a pessoa, o mais rapidamente, a um atendimento de emergência.
Não dar, em hipótese alguma, medicações para passar a dor como, novalgina, ''isordil'', ''sustrate'' ou outras sem aconselhamento prévio com seu médico. A única medicação que deve ser dada neste momento é a ''aspirina infantil'', mesmo assim deve ser discutido antes nas consultas preventivas com seu cardiologista.
A outra forma de apresentação do ataque cardíaco é a parada cardiorespiratória, quando a pessoa tem perda da consciência e da respiração e cai ao chão. Neste momento devemos chamar por ajuda imediata, que consiste no desfibrilador automático externo (aparelho que dá choque no peito) e sistema médico avançado.
Enquanto aguardamos devemos realizar o suporte básico de vida que consiste em respiração boca a boca e compressão torácica na relação 30 compressões para duas respirações e aguardar o DEA ou a ambulância avançada. Neste momento, ''tempo é vida'' e para salvar esta pessoa teremos de três a cinco minutos para realizar o suporte básico e dar o choque.
Portanto, a participação do familiar leigo é fundamental no salvamento de uma vítima de ataque cardíaco. As pessoas leigas podem se preparar com treinamentos oficiais credenciados que são essenciais no que chamamos de corrente de sobrevivência para o salvamento de uma vítima de ataque cardíaco.
Manoel Canesin, cardiologista do Hospital do Coração de Londrina





