O sonambulismo se define como episódios repetidos de comportamento motor complexo iniciado durante o sono, incluindo levantar-se da cama e passear. Os episódios começam durante o sono de ondas lentas e ocorrem com maior frequência na primeira terça parte da noite.
Acordar um sonâmbulo não faz mal a ele, mas pode assustá-lo e causar algum tipo de acidente.
Cerca de 10% a 30% das crianças já apresentaram um episódio de sonambulismo . O problema começa na faixa entre 4 e 8 anos de idade, desaparecendo na adolescência. Raramente se inicia na idade adulta. Em adultos pode haver atividade violenta durante o episódio de sonambulismo.
Durante os episódios, o indivíduo apresenta uma redução do estado de alerta, olhar vazio e relativa ausência de resposta à comunicação com outros ou esforços destes para despertá-lo. Ele pode ter lembrança parcial dos fatos ou completa amnésia.
Os indivíduos podem se ferir, esbarrando em objetos, saltando de janelas e caminhando em escadas. Às vezes os episódios de sonambulismo se associam a fenômenos do terror noturno com consequente fuga ou revide a imagens assustadoras.
Pais devem evitar danos para as crianças com sonambulismo protegendo a cama; os locais de saída da casa devem estar bem fechados; em viagens, preferir acomodações em andar de baixo ou térreo. Também é importante não gritar nem sacudir a criança no episódio de sonambulismo; e reconduzi-la para a cama.
Tratamentos podem ser feitos com técnica de despertar programado, acordando a criança antes do possível horário do episódio de sonambulismo, além de técnicas de relaxamento. Medidas de higiene do sono são importantes, com hábitos regulares de dormir e acordar.
Podem ser úteis medicamentos para os casos mais severos e frequentes, em baixas doses. Também é importante evitar tensão nervosa e privação de sono. Os tratamentos devem ser feitos com orientação médica.

Mônica M. Souza, neurologista

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