O ar entra pelo nariz e atinge os pulmões com o objetivo de fornecer energia ao organismo e purificar o sangue. O nariz tem a função de filtrar, umidificar e aquecer o ar, além de possibilitar o olfato e contribuir para o processo de fala - pois emitimos sons orais e nasais.
O que pode modificar essa dinâmica respiratória? Toda e qualquer obstrução no nariz, como adenóides aumentadas (''carne esponjosa''), desvio de septo nasal, resfriados constantes, rinites, sinusites, entre outras causas, e também amígdalas grandes. Bem como o desuso do nariz e o próprio hábito de manter a boca aberta.
O indivíduo respirador bucal tem alterações na face e na oclusão dentária que o impossibilitam de permanecer com os lábios fechados ao mastigar, dormir, ler, ver televisão, etc. A mastigação apresenta-se ou rápida demais (para poder voltar a respirar pela boca) ou devagar demais (porque a musculatura da face está flácida e o indivíduo logo se cansa) e, por conseguinte, dificuldades na deglutição e na fala. Há excesso de salivação nos cantos da boca, olheiras, alterações na postura corporal, sonolência, dificuldades escolares decorrente da falta de atenção e concentração, entre outras.
O diagnóstico do médico otorrinolaringologista ou pediatra é de fundamental importância para evidenciar qual ou quais alterações que o impede de respirar corretamente. Indispensável se torna também realizar uma avaliação com o ortodontista e fonoaudiólogo.
Quando estas alterações são diagnosticadas precocemente, se faz necessário apenas a conduta médica e o acompanhamento fonoaudiológico. No entanto, se o problema já está instalado há mais tempo, torna-se imprescindível o trabalho multiprofissional.
Moisés Pereira Júnior - fonoaudiólogo (Londrina)

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