A estria se forma quando a pele é excessivamente estirada, ultrapassando sua capacidade de distensão. Ela se rompe e suas bordas, ao cicatrizarem, formam uma linha deprimida na superfície da pele. Elas realmente são um incômodo e até mesmo a prevenção é difícil, devido aos vários fatores que podem provocar as estrias.
Dentre as causas para seu aparecimento estão: crescimento na puberdade, aumento de peso, gravidez ou o uso crônico de medicamentos a base de corticosteróide, tanto tópico como via oral.
O problema, que atinge mais as mulheres, pode estar presente em qualquer parte do corpo, mas sempre atacam as áreas mais femininas, como bumbum, seios e barrigas. Para cada lugar e tipo de estria é indicado um tratamento.
As estrias avermelhadas são as mais recentes tendo essa coloração devido ao rompimento sanguíneo. Os tratamentos iniciados nessa fase têm melhores resultado, pois as células continuam vivas e com maior capacidade regenerativa.
Já as estrias brancas são consideradas as mais antigas. Essas estrias são de cor branca-acinzentada, pois a melanina (substância que dá coloração à pele) não é mais produzida onde as fibras se rompem. Também apresentam uma diminuição acentuada da espessura da pele, formando uma depressão, tipo uma cicatriz.
Os tratamentos iniciados nessa fase conseguem apenas estreitá-la, ou seja, amenizam a visibilidade. O que se tem no mercado hoje com resultado visível para melhorar as estrias são carboxiterapia, peeling e orientações de como manter uma pele íntegra e saudável, seguindo sempre as orientações médicas para evitar o aparecimento de novas.
Rodrigo Cezar de Faria, médico (Londrina)

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