A bipolaridade é uma doença crônica associada à alta probabilidade de suicídio, que aumenta trinta vezes em relação à população geral. Estudos recentes indicam que a porcentagem de pessoas acometidas por esta doença aumentou, nos últimos cinco anos, de 1,5% para 2,6% da população mundial. Esse transtorno é definido como a alternância entre episódios de mania e depressão e/ou apresentação de episódios mistos, em que há, de forma simultânea, sintomas depressivos e maníacos. Durante os episódios de mania, há menor necessidade de dormir, aumento do desejo sexual e da velocidade de raciocínio, euforia, comportamentos de risco para o próprio paciente ou para terceiros.
Nos casos mais graves pode, ainda, acompanhar delírios e alucinações. Este episódio é denominado hipomania quando é menos intenso, tem menor duração e oferece menor risco para o indivíduo.
Nos episódios depressivos, há diminuição de energia, sentimentos de culpa e desvalia, dificuldades de concentração e podem ocorrer pensamentos freqentes sobre suicídio. Sabe-se que estão envolvidos no desenvolvimento deste transtorno fatores genéticos, químicos e ambientais e a expressão dos sintomas varia bastante de indivíduo para indivíduo.
Os objetivos gerais da terapia para esta população são: aumentar a adesão ao tratamento; identificar precocemente sinais de recaídas; desenvolver estratégias para lidar com eventos estressores e aumentar o funcionamento social e profissional, entre outros. Clientes que aderem ao tratamento farmacológico e psicoterápico apresentam resultados favoráveis e podem desenvolver repertórios mais adequados para lidar com as dificuldades próprias a este quadro, e com isso, aumentar sua qualidade de vida.
Annie Wielewicki, psicóloga (Londrina)

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