O implante de silicone é uma das cirurgias mais realizadas em todo o mundo. Adverte-se, contudo, que antes da realização da prótese, as mulheres precisam efetuar uma série de exames preventivos para afastar qualquer doença e, ao mesmo tempo, informar-se com o médico quanto a possibilidade de uma futura gravidez e amamentação.
Este implante quando colocado de forma correta não prejudica a amamentação. Pode ser inserido abaixo da glândula mamária ou sob o músculo, não havendo qualquer contato com o leite materno produzido.
Quanto ao risco do gel de silicone vazar, ele existe, mas não é comum. Há uma barreira existente na própria prótese que a separa do organismo, e, com o tempo, é formada uma outra barreira natural fibrótica pelo corpo, fazendo, portanto, que o silicone não interfira com a quantidade, qualidade e o sabor do leite materno. É por isso que a sociedade americana de pediatria (AAP) classifica o implante de silicone como compatível com a amamentação.
Lembra-se, ainda, que a vida útil da prótese é de aproximadamente 10 anos (ou pouco mais), devendo, entretanto, ser avaliada periodicamente pelo médico, com a identificação do seu estado geral e com a detecção de possível vazamento, o que será possível através da realização de exames rotineiros, que também identificam precocemente as doenças mais comuns da mama.
As dicas para a amamentação são as mesmas recomendadas para pacientes que não tem a prótese. As mulheres devem ser conscientizadas acerca da necessidade da amamentação; sendo recomendado que a paciente prepare o mamilo e a pele no pré-natal, informe-se sobre as possíveis dificuldades e a maneira de superá-las, e se oriente quanto a forma correta de amamentação e a sua importância para a saúde da mãe e do bebê - o que traz, consequentemente, inúmeros benefícios para ambos.
Marcelo Mendonça - ginecologista (Londrina)

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