SUA SAUDE - ONEOMANIA
Compra compulsiva é considerado problema?
Muitas vezes as pessoas saem para passear e quando voltam para casa percebem que compraram coisas que não vão usar, que gastaram mais do que haviam planejado. Comprar pelo simples prazer de gastar, impulsivamente, pode ser uma doença e tem o nome de oneomania.
Este transtorno, influenciado pelo nosso estilo de vida moderno, foi descrito pela psiquiatria na década passada e atinge cerca de 1% da população mundial. A incidência no sexo feminino é quatro vezes maior do que no masculino. As mulheres acometidas pelo transtorno compram roupas, jóias, bijuterias e sapatos em grande quantidade. Vem aumentando o consumo exagerado entre jovens e crianças por não terem senso crítico, ficando vulneráveis às propagandas.
O que antecede a compra é um desejo incontrolável em possuir determinado objeto e no momento da compra o oneomaníaco sente grande satisfação, poder e felicidade. Quando começa a refletir sobre sua atitude, percebe que o seu desejo venceu mais uma vez, então vem a culpa e o arrependimento. Este problema causa um desequilíbrio financeiro porque a pessoa normalmente gasta mais do que pretendia e contrai dívidas, o que agrava o problema. Indivíduos compulsivos escondem seus problemas, podendo levar anos para serem descobertos.
Nem todos os que gastam demais são compulsivos, a diferença está na intensidade deste comportamento, que pode ser usado para aliviar angústia, carência afetiva e insatisfação.
Algumas dicas para quem possui este tipo de problema:
- Quando estiver muito alegre, ou muito triste, evite passar em lojas e lugares que lhe atraiam para as compras;
- Carregue somente o dinheiro que for necessário para aquele dia;
- Evite o uso de cheque ou cartão de crédito;
- Não tenha limite muito alto no cheque especial nem no cartão de crédito;
- Peça ajuda a alguém de sua confiança, procure um psicólogo ou um psiquiatra.
É preciso lidar com o vazio interno, com as fases mais difíceis da vida; é preciso descobrir as potencialidades, se realizar com o próprio desempenho; é preciso ser feliz por SER, e o ter se tornará secundário.
Elsie Silva, psicóloga





