Doença renal crônica é a perda lenta, progressiva e irreversível da função renal. Ela pode ocorrer no período de meses a anos, não existe a possibilidade de prever o tempo, que varia de pessoa para pessoa.
Quase um milhão de brasileiros sofrem de problemas renais e 70% deles não sabem disso. A doença renal crônica é assintomática e definida como redução da capacidade de filtração dos rins. É avaliada pela dosagem de creatinina no sangue.
Resulta em processos adaptativos, pois o paciente não sente os sintomas, até que tenham perdido cerca de 50% de sua função renal. A partir daí podem aparecer: anemia, pressão alta, edema (inchaço), mudança nos hábitos urinários (levantar diversas vezes à noite para urinar), entre outros.
O tratamento da doença renal crônica depende de controle rigoroso do diabetes, hipertensão arterial, além de orientações de dieta e uso de medicação.
Quando os rins chegam a 10% ou 15% de função, é necessário tratamento com alguma forma de diálise ou transplante. O transplante renal pode ser realizado com doador vivo ou com órgãos doados de alguém que já tenha morrido por morte encefálica.
Por isso a necessidade de conscientização da população com campanhas de doação de órgãos. Essas campanhas visam reduzir a espera dos cerca de 2.500 pacientes apenas no Paraná, segundo dados do Ministério da Saúde, inscritos para o transplante.
A forma mais frequente de transplante é a partir de um doador vivo, familiar ou cônjugue, a chance de compatibilidade é maior.
A doença renal crônica necessita de prevenção. Porque é um grave problema de saúde pública e teve um crescimento vertiginoso nos últimos anos. As estratégias para isso são: mudanças de estilo de vida, que incluem uma alimentação balanceada e saudável, exercícios físicos regulares, suspensão do fumo, controle da glicemia e da pressão arterial, avaliação rotineira dos níveis de creatinina, exames de urina e pesquisa de proteína na urina.
Carla Schneider - enfermeira especialista em nefrologia (Santo Antônio da Platina)

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