A princípio a alimentação na terceira idade deve se adequar às condições orgânicas ou funcionais de cada indivíduo. Na verdade, ela precisa ser muito rica em elementos vitais (vitaminas, minerais, fibras) e pobre em produtos refinados.
Na terceira idade há uma diminuição global da atividade das células, o que leva a modificações das necessidades nutricionais. Uma dieta incorreta pode ocasionar riscos à saúde. A composição adequada da dieta de um idoso sadio deve seguir o seguinte padrão: 30% de gorduras (evitando gordura de origem animal), 10-20% de proteínas (carnes), e 50-60% de carboidratos (açúcares, massas, fibras). Diante de algum tipo de doença este padrão poderá ser alterado.
Uma alimentação equilibrada deve fornecer energia e todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do nosso organismo; a quantidade de calorias vai variar de uma pessoa para outra, de acordo com o sexo, idade, peso, altura, atividade física e estado fisiológico ou patológico.
Outro ponto importante que deve ser considerado é o fracionamento, pois na terceira idade a digestão é mais lenta, então, não é recomendado comer grande quantidade de uma só vez. É aconselhável comer em menor quantidade, fracionada em pelo menos cinco refeições, para não sobrecarregar o estômago.
Após os 50 anos é aconselhada a utilização rotineira de alimentos ricos em vitaminas, principalmente A e C. A mulher na menopausa deve ingerir alimentos ricos em cálcio com regularidade, na profilaxia da osteoporose que a atinge com maior frequência.
O idoso sadio que está se alimentando corretamente não tem necessidade de suplementação alimentar. Por outro lado uma dieta incorreta pode ocasionar riscos à saúde. Diante de determinadas doenças os cuidados alimentares devem ser redobrados, havendo então a necessidade de uso de vitaminas.
Na terceira idade há situações em que pode ocorrer diminuição da ingestão de alimentos, e interferir diretamente na absorção de alimentos, como nas doenças que levam a perda do apetite, destacando-se aqui o estado depressivo, que pode levar a uma perda de peso e queda na resistência física.
Nestas situações há necessidade de suplementação da dieta, havendo produtos com esta finalidade. Há situações crônicas, como o alcoolismo, que é acompanhado de falta de apetite e lesões do estômago gerando com muita frequência deficiências nutritivas e consequente perda de peso.
Juliana Murcia Souza Ikoma - nutricionista (Londrina)

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