SUA SAÚDE - MEMÓRIA FRACA
Inicialmente é importante distinguir entre os distúrbios da memória associados ao envelhecimento cerebral dos distúrbios de memória associados a doenças do cérebro, as chamadas demências, das quais a mais comum é a demência de Alzheimer.
Os distúrbios de memória associados ao envelhecimento cerebral são benignos, no sentido que não apresentam um caráter progressivo e limitam-se a alguma dificuldade na lembrança de faces, nomes ou textos e na orientação espacial. São mais comuns após a sexta década de vida.
Na doença de Alzheimer há uma perda da memória de natureza progressiva, para os fatos que aconteceram há poucas horas ou poucos meses atrás. No decorrer dos anos a doença vai se agravando e todas as outras funções intelectuais são comprometidas.
Na realidade podemos ter a queixa de ''memória fraca'' em qualquer idade, mesmo nos jovens, mas isso se deve a causas variadas, que podem ser tratadas, dentre elas: o distúrbio do déficit de atenção com hiperatividade (DDAH); uso de medicamentos, como os antiepilépticos, ansiolíticos e antidepressivos; uso de drogas ilícitas ou o abuso de álcool.
Não há medicamentos reconhecidamente eficazes para melhorar a memória de uma pessoa normal. Mas sempre estimulamos a manutenção das atividades intelectuais: escrever, ler, fazer palavras cruzadas, aprender novos idiomas ou instrumentos musicais.
Curiosamente também há estudos que demonstram que a atividade física regular se associa com uma menor taxa de demência, independentemente dos benefícios na pressão arterial, no peso ou no perfil lipídico, que reconhecidamente são fatores de risco para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais, que são outra causa importante de demência.
Luís Sidônio Teixeira da Silva, neurologista (Londrina)





