Os hormônios bioidênticos já existem no Brasil há pelo menos uma década, mas só recentemente recebeu destaque e atenção pela mídia. Isto se deve principalmente ao fato de que a população vem envelhecendo e buscando qualidade de vida através tratamentos preventivos, naturais e fisiológicos.
Os hormônios bioidênticos têm exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos pelo nosso organismo. Essa manipulação idêntica foi tão importante à comunidade científica que rendeu ao cientista dos Estados Unidos, Louis Ignarro, o Prêmio Nobel de Medicina em 1998.
A atividade de um hormônio é determinada em parte pela sua estrutura química, que possibilita a ligação deste no que chamamos de sítio de ação específico dentro do organismo, como se fosse num sistema de chave-fechadura. Ao serem utilizadas substâncias quimicamente diferentes, esta ligação fica prejudicada podendo nem ocorrer e estas substâncias podem então não exercer o efeito esperado.
O termo hormônio natural diz respeito a uma substância retirada da natureza que não passa por nenhum processo de transformação industrial e pode ser de origem vegetal, animal ou mineral. O termo hormônio sintético refere-se a uma substância que passou por um processo industrial de síntese, transformação ou modificação em sua estrutura química. Desse modo, os termos natural e sintético referem-se à origem ou à fonte de uma substância e não estão relacionados a sua estrutura química.
A modulação ou reposição de hormônios bioidênticos que, por variados motivos, como o envelhecimento, o organismo humano deixou de produzir em quantidades adequadas, têm efeito positivo na melhora da qualidade de vida da mulher e do homem quando este é bem indicado para cada caso em específico.
Tsutomu Higashi - médico ortomolecular e nutrólogo (Londrina)

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