SUA SAÚDE - HÉRNIA DE DISCO
Depende de cada caso, mas a grande maioria, felizmente, não precisa operar. A hérnia de disco é uma condição na qual uma parte ou toda a porção central gelatinosa de um disco intervertebral - cartilagem fibrosa presente entre os corpos das vértebras, chamado de núcleo pulposo, é deslizado através de uma parte frágil do disco, comprimindo a raiz do nervo que leva a um estado de dor local e irradiada no trajeto do nervo comprimido.
A primeira conduta a se fazer quando uma pessoa sofre de um quadro de dor irradiada é procurar ajuda do médico para que ele possa diagnosticar o problema através do exame neurológico e exames complementares e avaliar o grau de comprometimento nervoso da compressão da hérnia de disco. Caso o quadro de dor por hérnia de disco seja confirmado, o médico vai decidir se o caso é de tratamento clínico ou encaminhamento cirúrgico.
A cirurgia é indicada, em média, em 10% dos casos quando através do exame neurológico é evidenciado alterações motoras e/ou sensitivas permanentes e/ou progressivas, ou em caso de dor persistente que não cede a outros tratamentos conservadores.
Em caso de dor persistente que não cede a repouso e a medicação por via oral, está indicado, em clínica de dor, a realização de técnicas especiais de injeção como o bloqueio epidural. O bloqueio epidural é um procedimento não cirúrgico, minimamente invasivo, onde através de uma agulha especial consegue-se introduzir medicação anti-inflamatória diretamente próximo a raiz no nervo inflamado para alívio imediato e a longo prazo da dor.
Em países como Estados Unidos o conceito de clínica de dor (Pain Management Centers) e técnicas especiais de injeção já são bem utilizados pela população e pelos médicos, infelizmente no Brasil isto não ocorre.
Rafael Higashi, neurologista (Londrina)





