Por definição, as bebidas energéticas são aquelas que geralmente contêm cafeína, taurina, vitaminas (especialmente do complexo B), alguma forma de carboidratos, substâncias como inositol ou glucoronolactona e minerais. Elas são comercializadas com o propósito específico de fornecer melhora real ou perceptiva nos efeitos fisiológicos ou no desempenho.
De acordo com a regulamentação da Anvisa (setembro -2005) o energético é definido como composto líquido, pronto para consumo que se permite na rotulagem o uso da expressão ''bebida energética'' ou ''energy drink''. Para que o uso não cause prejuízos à saúde, a quantidade máxima dos principais ingredientes que compõem 100ml da bebida também é estabelecida pela legislação.
Entre os principais efeitos positivos da bebida estão redução da sensação de cansaço, sonolência e maior oferta de energia ao organismo, estimulando o metabolismo. Em vista disso, têm sido amplamente utilizadas por praticantes de exercícios físicos. Entretanto, atualmente os maiores consumidores são os jovens que fazem o uso do energético associado à bebida alcoólica, na tentativa de potencializar os efeitos do álcool ou até mesmo de diminuir a intensidade dos seus efeitos depressores. Porém, ainda não existem evidências científicas se elas possuem de fato algum efeito quando adicionadas ao álcool.
O consumo excessivo pode causar reações adversas como tremores, taquicardia, náuseas, insônia e diarréia. Assim como muitas outras substâncias, o consumo em pequenas quantidades é interessante, pode proporcionar os efeitos mais apreciados pelos usuários de energéticos e uma prazerosa sensação de bem estar. Entretanto, o consumo abusivo, na maioria das vezes, prejudica o organismo e pode até causar dependência.
Renata Selvatici Borges Januário - nutricionista (Londrina)

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