Sua Saúde - ENDOMETRIOSE
O que é endometriose? Existe tratamento?
Endométrio é o revestimento interno uterino com aspecto esponjoso que todos os meses descama produzindo a menstruação. Endometriose é uma doença benigna, crônica caracterizada pelo surgimento do endométrio em locais fora do útero. Os locais mais frequentes são os órgãos do baixo ventre. Ela ocorre em aproximadamente 7% das mulheres em idade fértil e o risco é sete vezes maior quando há uma parente de 1º grau com endometriose.
O sintoma mais frequente é a dismenorréia (cólicas menstruais). Estas cólicas costumam ser intensas. A dor começa antes do sangramento menstrual e continua durante todo o fluxo. Em adolescentes, a dor pode surgir após a menarca (primeira menstruação).
Algumas mulheres com endometriose extensa não sentem dor enquanto outras com doença mínima possuem dor pélvica forte. A dispareunia (dor na relação sexual) é um outro sintoma importante. A fertilidade diminuída deve sempre nos fazer lembrar da possibilidade de endometriose.
O tratamento é importante para alívio dos sintomas melhorando a qualidade de vida e inibindo a progressão da doença, pois com o passar dos anos podem surgir aderências (fusão) entre órgãos abdominais que podem comprometer por exemplo a função intestinal. Tratando, aumentamos a possibilidade de gestação, pois a endometriose está entre as principais causas de esterilidade.
®MDBO¯®MDNM¯ Existem casos cirúrgicos onde se removem as lesões da endometriose, sempre que possível, através de laparoscopia (via umbelical) liberando aderências e em alguns casos pode ser necessária a retirada do(s) ovário(s) e útero. A taxa de gravidez pode aumentar após a cirurgia.
O tratamento também pode ser clínico com contraceptivos orais de uso contínuo, com o objetivo de induzir a ausência de menstruação por seis a 12 meses. Isto pode levar a atrofia dos focos de endometriose e dar importante alívio da cólica menstrual em 60% a 95% das mulheres, levando à gravidez em 50% dos casos.
Uma ótima opção de tratamento são as progesteronas, pois são muito eficazes. Atualmente indicamos o uso de um sistema hormonal intra-uterino com resultados promissores.
Todos os métodos podem apresentar efeitos colaterais como inchaço, náuseas, etc. O importante é personalizar a terapêutica para que os benefícios superem os riscos e as mulheres vivam com qualidade e segurança.
Calvino Coutinho Fernandes, ginecologista e terapeuta sexual





