Caracterizada por efeitos físicos e mentais, com uma variedade de sintomas, a ressaca sempre está associada à intoxicação pelo álcool. Justamente por esta variação grande dos sintomas (de pessoa para pessoa e de ocasião para ocasião), não há uma definição exata da ressaca. Dentre os sintomas mais comuns estão: dor de cabeça, náuseas, problemas de concentração, boca seca, tontura, desconforto gastrintestinal, cansaço, tremores, falta de apetite, sudorese, sonolência, ansiedade e irritabilidade.
Vários sintomas podem ser explicados pelos efeitos diretos do álcool sobre diferentes sistemas fisiológicos. Os principais estão relacionados à desidratação, hipoglicemia e alterações no sono provocadas por essa substância. O álcool, por si mesmo, induz a desidratação, e alguns de seus efeitos comuns na ressaca, como suor e diarréia, promovem perda de água ainda maior.
Assim, é importante lembrar que, durante a ressaca (ou durante/após o consumo não exagerado de álcool), é essencial reidratar-se. Já a hipoglicemia induzida pelo álcool pode afetar o funcionamento cerebral, levando a estados de fraqueza, cansaço e mudanças de humor, também observados durante a ressaca. Os efeitos cognitivos, como perda de memória e alterações de humor seriam decorrentes do aumento nas concentrações de algumas citocinas pró-inflamatórias, proteínas sinalizadoras envolvidas na resposta inflamatória.
Muitas pessoas querem dicas para evitar ou diminuir os efeitos da ressaca. A única maneira de ter certeza de que não terá ressaca é não beber abusivamente. Se for beber, que seja de forma responsável e moderada, hidratando-se e comendo bem para evitar a hipoglicemia.
Arthur Guerra de Andrade - psiquiatra

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