SUA SAÚDE - DESVIO FONOLÓGICO
Crianças com idade igual ou superior a quatro anos aproximadamente e que ainda troca letras ao falar é considerado Desvio Fonológico. Pois é esperado que aos quatro anos a criança já tenha uma fala como a de um adulto.
A gravidade varia de pouco ou nenhum efeito sobre a inteligibilidade da fala até uma fala completamente incompreensível. A prevalência é maior no sexo masculino. Para cada fonema (som da letra) há uma idade a ser adquirido e uma idade para ser estabilizado.
Os primeiros fonemas a serem adquiridos pela criança são os fonemas produzidos com os lábios, como /b/, /m/, /p/. Logo após surgem /n/, /t/, /l/, em seguida /d/, /c/, /f/, /s/, /g/, /v/, /z/, /R/, /ch/, /j/. O último fonema a ser adquirido e estabilizado é o fonema /r/. Os pais podem aguardar até os quatro anos para ver se a criança adquire este fonema naturalmente. Caso isso não ocorra, procure um fonaudiólogo.
As trocas mais comuns são: R por L, como caleta a invés de careta; V por F (fela por vela); S por CH (chapo por sapo); Z por S (sebra por zebra); encontro consonantal com /r/ pelo /l/ (como plato ao invés de prato); apagamento do encontro consonantal (coba ao invés de cobra).
O desvio fonológico interfere diretamente na leitura e escrita e também no desempenho escolar das crianças. Este deve ser precocemente investigado em pré-escolares e escolares para que seja minimizado o impacto na aprendizagem da leitura e escrita.
Jaqueline Cavazzana - fonoaudióloga (Londrina)





