A alegria, assim como outros sentimentos, está relacionada à forma como nos comportamos ou agimos. Biologicamente, enquanto realizamos as atividades diárias, nosso organismo está liberando neurotransmissores responsáveis por ativar mecanismos cerebrais que desencadeiam sensações, entre elas, a de bem-estar e prazer.
Para que o organismo funcione de forma a produzir essas sensações prazerosas, é preciso que alguns componentes básicos estejam em harmonia - uma boa noite de sono, alimentação adequada e a prática regular de atividade física. Quando uma dessas necessidades ou o conjunto delas não está funcionando adequadamente, é possível que sensações desagradáveis surjam, como fadiga, indisposição e sonolência. Isso faz com que nosso dia a dia se torne menos prazeroso e menos alegre.
A forma como nos relacionamos com as pessoas também merece atenção. Manter um bom relacionamento no ambiente de trabalho, familiar e social contribui para nos sentirmos mais satisfeitos. Porém, isso não será possível o tempo todo, pois desentendimentos acontecem e dias ruins também. Quanto mais formos capazes de resolver os conflitos e melhorar nossas relações fazendo delas uma fonte de prazer, maiores são as chances de nos considerarmos felizes.
A felicidade não é algo que surge como passe de mágica, mas também não é preciso mágica para alcançá-la. Muitas vezes ela depende de fatores que não nos darmos conta do quanto são importantes. Ficar somente esperando que a alegria apareça não é o caminho, é preciso agir, se comportar, fazer mudanças, cultivar amizades e, assim, perceber que esse sentimento pode ser nosso companheiro diário.
Cíntia Aparecida Barbizan - psicóloga (Londrina)

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