As cólicas afligem os bebês a partir da 2 semana e desaparecem até o 3º mês. Ocorrem entre 18 e 22 horas e a crise geralmente se inicia subitamente. A criança chora intensamente, soluça, fica com a face congestionada, vira a cabeça de um lado para o outro, contrai os músculos abdominais, encolhe as pernas e cerra as mãos. De repente, depois de algumas horas, tudo cessa, a criança dorme profundamente e, no outro dia, na mesma hora, a situação se repete.
Embora não se saiba a causa da maioria das cólicas, elas são consideradas problema de adaptação do bebê ao meio extra-uterino, ligado à imaturidade do sistema nervoso e à instabilidade emocional do ambiente, por serem mais comuns no primeiro filho, em crianças mais agitadas, e por melhorarem quando entra em cena uma cuidadora mais experiente e tranquila. Podem ser agravadas pelo uso de mamadeira e leite artificial, técnica incorreta de amamentação, excesso de ar que o bebê engole enquanto mama ou usa a chupeta.
Durante as crises, a mãe deve manter a calma e tentar várias medidas: colocar a criança no colo e niná-la; conversar com ela em voz baixa ou colocar uma música suave, tentando transmitir-lhe tranquilidade; colocá-la de barriga para baixo; fazê-la arrotar; movimentar as pernas, comprimindo a barriga para expulsar os gases; colocar compressas aquecidas ou bolsa de água quente sobre o abdômen. Remédios somente devem ser oferecidos quando for imprescindível e indicados pelo pediatra. Também não dê chás, visto que a maioria provoca mais gases.
As cólicas são benignas e não afetam o crescimento e o desenvolvimento. Porém, se elas persistirem ou vierem acompanhadas de outros comemorativos, é melhor procurar a causa.
Renato Moriya - pediatra (Londrina)

mockup