Quando vem chegando o inverno é notório o aumento do número de pacientes em consultórios de cirurgia plástica com a intenção de aproveitar as menores temperaturas para mudar detalhes de seu corpo que vêm incomodando há tempos.
Trata-se de uma tendência consolidada, mas não deve ser encarada com exagero. Sempre que o corpo humano é submetido a intervenções cirúrgicas há a chamada resposta metabólica ao trauma. Ou seja, o organismo defende-se, e inicia prontamente um processo que conduzirá ao reestabelecimento, o mais rápido possível, de seu estado natural. Isso inclui alterações como dor, por menor que seja, e inchaço, acarretado pela dilatação dos vasos da região manipulada.
É fato que, quanto maior a exposição a altas temperaturas, maior o inchaço pós-operatório. No entanto, tal aspecto pode ser controlado com orientações, modeladores e drenagem linfática associada.
Outro aspecto a ser considerado é a radiação solar, já que, na maioria dos procedimentos o paciente é orientado a afastar-se de exposição prolongada ao sol por até dois meses.
Atualmente, nos deparamos com um cotidiano cada vez mais agitado, tendo que conciliar agendas profissional e pessoal, programação dos filhos, cônjuges, entre outros. Portanto, podemos concluir que a melhor época para realizar sua cirurgia plástica é quando puder organizar-se, de modo que siga as orientações médicas da forma mais adequada, assim colaborando com um pós operatório tranquilo e resultado estético satisfatório.
Henrique Marquezine - cirurgião plástico (Londrina)

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