SUA SAÚDE - CÂNCER
A reconstrução mamária é uma importante etapa no tratamento do câncer de mama. Ela pode ser realizada no mesmo tempo da mastectomia ou num momento posterior. Também pode ser realizada somente com tecidos da própria paciente ou com a inclusão de próteses de silicone (na verdade a terminologia correta seria implantes mamários de silicone).
As próteses são as mesmas usadas na cirurgia estética e não devem ser colocadas somente sob a pele, ela precisa de uma cobertura mais espessa e segura.
Quando as mamas são pequenas, é possível posicionar a prótese abaixo do músculo do tórax (músculo peitoral) para se alcançar um volume e formato semelhante à mama oposta. Este procedimento tem a vantagem de não se acrescentar cicatriz alguma, mas como já foi citado, tem suas limitações de uso.
Quando as mamas têm um volume maior, não existe espaço suficiente para se colocar uma prótese grande somente abaixo do músculo peitoral ou não existe pele suficiente para cobri-la. Então podemos realizar duas técnicas para se criar espaço para o posicionamento da prótese.
A primeira é a expansão tecidual onde se coloca um expansor tecidual que se parece com uma prótese vazia e vamos enchendo aos poucos com soro fisiológico. Este processo leva algumas semanas e após este período o expansor é substituído por uma prótese de silicone.
Outra opção é a transferência de músculo e pele das costas. Neste caso, utiliza-se um músculo extenso, porém de pequena espessura, localizado nas costas somado a um segmento de pele pra ser transferido para a porção anterior do tórax e cobrir a prótese, reconstituindo-se a mama. A cicatriz do dorso é discreta, podendo, na maioria das vezes, ser camuflada pelo sutiã.
Atualmente todas as técnicas de reconstrução de mama trazem bons resultados e a escolha da técnica resulta da somatória das características físicas da paciente e da discussão do paciente com o cirurgião.
Flávio Nazima - cirurgião plástico (Londrina)





