O assoalho pélvico é uma espécie de ''cama elástica''. Ele é formado por 13 músculos, conhecidos em conjunto como musculatura do assoalho pélvico (MAP), que têm a função de sustentar os órgãos pélvicos (útero, ovários, bexiga). A contração da MAP pode ser percebida internamente à vagina, logo na entrada e a alguns centímetros de profundidade. É ela a responsável pela sensação de pressão percebida durante a penetração e todo o ato sexual. A MAP é perfurada por três canais: uretra, vagina e reto, e sua contração tem a propriedade de amassar estes canais, auxiliando respectivamente na continência de urina (apertando a uretra), na função sexual (apertando a vagina) e na continência fecal (fechando o reto).
Quando a MAP está fraca ou lesionada ela não consegue contrair suficientemente sobre estes canais causando, respectivamente, incontinência urinária, disfunção sexual (flacidez vaginal) e incontinência de flatos ou fezes. Por outro lado, a contração exagerada, descoordenada ou inconsciente da MAP pode causar retenção urinária, vaginismo e constipação.
A MAP é também responsável por sustentar os órgãos pélvicos, além do bebê durante a gestação. Cada vez que algo empurra os órgãos para baixo (ao tossir, rir ou fazer algum outro esforço físico), a MAP precisa contrair-se vigorosamente para empurrar os órgãos para cima, evitando que eles saiam de suas posições normais. Se, por lesão ou fraqueza, a MAP não conseguir a sustentação, eles descem de suas posições originando o prolapso genital.
As situações que aumentam a pressão intra-abdominal (tossir, rir, levantar objetos pesados, entre outros) sobrecarregam a MAP. Como qualquer outro músculo, se a MAP não está forte o suficiente para responder a estes esforços, pode ir acumulando lesões e enfraquecendo progressivamente.
Exercitar constantemente a MAP com exercícios evita o enfraquecimento, melhora a irrigação sanguínea desta musculatura favorecendo as condições necessárias a um orgasmo eficaz e diminui a ação degenerativa do envelhecimento sobre o sistema urogenital da mulher.
Larissa Gregório, fisioterapeuta (Londrina)

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