Nas fases iniciais o câncer da próstata costuma não ter manifestações e assim não apresentar sintoma. E é nessa fase é que, através do diagnóstico, permite as melhores possibilidades de cura da doença.
Uma consulta deverá ser feita com o urologista, que, após a entrevista, fará um exame clínico geral, seguido da avaliação urológica, em que o toque retal é fundamental. Esse exame é importante porque o câncer de próstata costuma se iniciar na parte posterior da mesma, que é perfeitamente acessível ao toque. Neste exame as características da próstata são analisadas, com realce para a consistência do órgão e a presença de nódulos.
A seguir é solicitado a dosagem do PSA (antígeno prostático especifico) no sangue. É muito frequente a afirmação de que só este exame é suficiente, o que não é verdadeiro, porque há casos de câncer extremamente agressivo e com PSA normal.
Outro exame adicional e complementar é realizado através da ultrassonografia, mas que não é decisivo para o diagnóstico do câncer, pois às vezes sugere a presença do tumor e ele não existe ou é perfeitamente normal na presença do mesmo.
Nos casos em que há dúvidas o diagnóstico definitivo é feito através da biópsia da próstata, em que, com o paciente sedado, são retirados fragmentos do órgão com uma agulha especial, que são enviados ao laboratório de anatomia patológica para o exame microscópico, que nos informará da presença ou não do tumor e de seu grau de malignidade.
Lauro Brandina - urologista (Londrina)

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