É o procedimento para corrigir problemas de orelhas proeminentes, ou ''orelha de abano'', como é mais conhecida. Essa característica consiste em orelhas mais afastadas do crânio por dois motivos, normalmente associados: hipertrofia de concha (aumento da cartilagem que faz a conexão entre a orelha e a cabeça) e apagamento de antihélix (quando não há a ''dobrinha da orelha'').
Podemos intervir cirurgicamente a partir dos seis anos, já que, neste ponto, a cartilagem auricular encontra-se com 90% de seu tamanho final.
Existem relatos da realização de otoplastias desde 1881. No entanto, a técnica cirúrgica vem evoluindo muito. Até há pouco tempo, utilizavam-se técnicas que consistiam na retirada de partes de cartilagem, com a distorção da anatomia e resultados ainda artificiais e estigmatizantes. Alguns cirurgiões, já utilizam hoje técnicas baseadas no reposicionamento de estruturas, levando a resultados naturais e duradouros.
Em crianças até 12 anos, o procedimento é realizado com anestesia geral e um dia de internação, porém em crianças maiores e adultos pode ser realizado com anestesia local e alta precoce.
Os pacientes utilizam uma faixa elástica por período variável, mas podem manter suas atividades laborais e escolares sem problema nenhum, já que passam, na grande maioria dos casos, por um pós-operatório muito suave, resultando em uma discreta cicatriz atrás da orelha.
Henrique F. Marquezine - cirurgião plástico (Londrina)

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