SUA SAÚDE - ÁGUA
No verão, o corpo humano perde mais líquidos pela transpiração devido às altas temperaturas. Por, geralmente, possuírem pouca massa corporal, nas crianças a absorção do calor é maior e a perda de líquido ocorre mais rápido. Já os idosos têm menor capacidade de reter líquido e sentem menos sede.
A desidratação pode estar associada a doenças. Uma pessoa com diabetes descompensado (altos níveis de açúcar no sangue) pode perder muito líquido pelo aumento da diurese. Algumas doenças renais também podem provocar perda excessiva de sódio e água. Pacientes com distúrbios de absorção intestinal, queimaduras graves, pancreatite e peritonite também têm maior chance de desidratação.
A desidratação causa sede, boca seca, tontura, cansaço, irritabilidade e diminuição da urina. A pele perde a elasticidade normal e os olhos podem ficar fundos. Uma desidratação grave pode causar aumento da temperatura corporal, taquicardia, queda da pressão arterial, confusão mental e até convulsões.
Existe uma maneira fácil de reconhecer se a quantidade de água ingerida é suficiente. Quando a urina é eliminada em grandes quantidades e tem uma cor clara, a quantidade de água normalmente é suficiente.
Um bebê que é amamentado com leite materno não necessita de água, chá ou suco. O leite materno oferece até os seis meses de vida quantidade de água suficiente para sua hidratação. As crianças devem beber de meio a um litro de água por dia.
É normal perder água ao longo do dia e que os dois litros de água recomendados devem ser ingeridos em porções e intervalos regulares. Quando as temperaturas estão elevadas e durante a prática de atividades físicas, a quantidade necessária é maior.
Guilherme Moura, nutrólogo (Curitiba)





