Curitiba A tentativa de tirar das mãos da Justiça Federal de Curitiba o processo que investiga supostas ações fraudulentas para resgate de títulos da Petrobras e Eletrobrás não funcionou. O ministro da 3 Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), José Arnaldo da Fonseca, indeferiu, anteontem, o pedido de liminar, em ação de conflito de competência, proposta pelo advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defende quatro dos seis suspeitos de participação direta no suposto esquema.
Cláudio Dalledone sustentava que, como há indícios do envolvimento de um juiz estadual no caso, o processo deveria ser remetido ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Dessa forma, os mandados de prisão preventiva dos cinco suspeitos expedidos pelo juiz da 2 Vara Criminal Federal, Sérgio Moro, em tese, perderiam o efeito.
Os suspeitos foram presos no dia 15 de fevereiro pela Polícia Federal (PF) de Curitiba, na operação batizada de Big Brother, em referência às siglas BB, de Banco do Brasil instituição que pagaria os títulos.
Estão presos, em Curitiba, os advogados Michel Saliba Oliveira, José Lagana, Sílvio Cavagnari e João Bosco de Souza Coutinho, do Recife, além do técnico em informática João Marciano Odppis. O empresário pernambucano Paulo Sampaio, também suspeito de envolvimento, foi solto no dia 24 de fevereiro.
O juiz da 2 Vara Cível de Cascavel, Sidney Francisco Martins, que teria concedido uma liminar e uma carta precatória, determinando o pagamento de R$ 100 milhões, referente a títulos da Eletrobrás, foi afastado do cargo, enquanto o TJ investiga o caso. Outras seis pessoas são citadas no processo, mas os nomes são mantidos em sigilo pela Justiça Federal.
A Folha tentou contato com Dalledone, mas ele não atendeu o celular, nem retornou a ligação.

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