Maringá O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Nilson Naves, indeferiu pedido de liminar em favor do médico Décio Basso, preso em Maringá desde fevereiro de 2001 e condenado a mais de 21 anos por crimes de extorsão mediante sequestro, roubo e porte ilegal de armas. Basso é acusado de ter mandado sequestrar a filha do médico Jorge Kemel Chammas, para efetuar a cobrança de uma dívida no valor de US$ 50 mil dólares.
No pedido de liminar do habeas corpus, o advogado de defesa Antonio Carlos de Andrade Vianna tenta desqualificar o crime de sequestro para o de exercício arbitrário das próprias razões. Ele pede a suspensão dos efeitos da decisão condenatória até que se julgue o mérito do habeas corpus. Vianna pede ainda a anulação da decisão do juiz de primeira instância. Segundo o advogado, o médico Décio Basso não poderia ser condenado por crime de extorsão medidante sequestro porque confessou que contratou dois homens para cobrar uma dívida do colega Jorge Kemel Chammas. ''Ele (Basso) confessa que contratou dois homens para cobrar, da forma que fosse necessária, a dívida'', disse o advogado.
Ao indeferir o pedido, o ministro Nilson Naves argumenta que o simples exame dos pressupostos da medida liminar é insuficiente para sua concessão, não sendo recomendável ir além deles, pois implicaria incursionar no mérito da questão, cuja competência é do órgão colegiado. Naves encaminhou o recurso ao Ministério Público Federal para que se manifeste sobre o habeas corpus.

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