Stédile cobra ações do Estado nos movimentos sociais
Giovani Ferreira
De Curitiba
A relação do Estado com os movimentos sociais, suas características, defesas e omissões, foi o assunto da palestra de João Pedro Stédile, líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que participou ontem da programação do 2º Ciclo de Idéias, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas. Com o tema O Estado dos Sem-Estado, Stédile criticou a falta de iniciativa dos governos, que em sua avaliação precisam respoder com ações concretas às lutas sociais.
De acordo com Stédile, sozinha a sociedade organizada não consegue e nem conseguirá resolver nada. É preciso a intervenção do Estado em favor da maioria, argumentou, lembrando que isso vale para a discussão de todas as necessidades básicas da população, como saúde, educação e moradia. O líder dos sem-terra defende a implantação de uma política pública que responda aos apelas da sociedade como um todo, e não atende somente a classe que ele definiu como burguesia.
Sobre os rumos da política no Brasil, Stédile entende que todas pessoas deveriam se preocupar um pouco mais com isso. Os cidadãos precisam fazer mais política, afirmou. Explicou, que o MST, por exemplo, faz política pela reforma agrária. Levando em conta que a solução para o Brasil é política, e não econômica, como qualquer outra pessoa deveria ter, o MST também tem pretensões políticas, disse.
Com relação a intervenção do Estado nas lutas sociais, Stédile comentou que o Brasil precisa de uma sociedade democrática, mas com um governo popular, que sempre olhe pelas minorias. É preciso mudar a política de governo e implantar um projeto de cunho popular, defendeu o líder do MST.





